Brasileiros famosos que já cursaram direito

junho 21, 2017 UnirConhecimento 148

Antigamente, o curso de direito era classificado como uma formação fundamental para os brasileiros. Por causa disso, é fácil encontrar alguém mais velho que não seguiu na área da advocacia ou afins.

 

Entre essas pessoas, existem algumas personalidades famosas que, por não terem sido conhecidos pela atuação, não têm seus nomes ligados à profissão, mas já foram advogados. Confira agora alguns brasileiros famosos que já cursaram direito

 

Brasileiros famosos que já cursaram direito

 

 

Clarice Lispector

 

 

Clarice Lispector, antes de se tornar uma das escritoras mais influentes da literatura brasileira, se graduou em Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, Clarice passou a maior parte da infância e da adolescência em Pernambuco e decidiu estudar advocacia incentivada por seus desejos de mudança social. Seu principal interesse era a reforma dos sistemas penitenciários. Chegou a trabalhar como secretária em um escritório de advocacia, mas começou a se envolver mais fortemente com a literatura e resolveu seguir nesta área.

 

Como escritora, publicou cerca de 30 obras e ganhou dois prêmios Jabuti – o mais tradicional e prestigiado prêmio da literatura brasileira -, em 1961 com a obra de contos Laços de Família e em 1978, com o romance A Hora da Estrela.

 

 

Assis Chateaubriand

 

 

Assis Chateaubriand é tido como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, já que inaugurou a primeira emissora de TV do país, em 1950. Chatô fez carreira como jornalista, trabalhando em diversos veículos de comunicação, mas – como era comum na época – sua formação original era pela Faculdade de Direito do Recife, onde após graduado foi professor de Filosofia do Direito.

  

Chateaubriand foi dono dos Diários Associados, que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica e chegou a ser o maior conglomerado de mídia da América Latina. Também é conhecido como o cocriador e fundador do Museu de Arte de São Paulo, o MASP. Foi senador por duas vezes, embaixador do Brasil no Reino Unido e ocupou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

  

 

Vinícius de Moraes

 

 

Vinícius de Moraes é mundialmente conhecido por ser o autor da letra de Garota de Ipanema – simplesmente a música brasileira mais regravada na história – e de tantos outros clássicos da MPB. Mas poucos sabem que ele também já foi advogado. Ele ingressou na Faculdade Nacional de Direito (UFRJ) em 1930 e graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933.

  
Sua carreira fora da arte é um pouco confusa: trabalhou como censor cinematográfico no Ministério da Educação e Saúde, foi crítico de cinema no jornal A Manhã, colaborador da revista Clima, trabalhou no Instituto dos Bancários e fez carreira de diplomata, atuando em Los Angeles, Paris e Roma. Aos 55 anos, foi aposentado compulsoriamente da carreira diplomática quando o regime militar emitiu o AI-5.

 

O motivo apontado para o afastamento foi que seu comportamento boêmio o impedia de cumprir suas funções. Vinícius de Moraes continuou escrevendo peças de teatro, livros e músicas e é um dos principais poetas brasileiros que já existiu.

 

 

Monteiro Lobato

 

 

Monteiro Lobato é outro que estudou Direito e trabalhou na área antes de se tornar um escritor reconhecido internacionalmente. Nascido em Taubaté, diplomou-se bacharel em 1904 na Faculdade de Direito da USP. Atuou na promotoria de Taubaté e como promotor público em Areias, interior de São Paulo, até receber uma herança deixada pelo avô e se tornar fazendeiro.

  

As principais obras do escritor foram livros infantis e entre seus personagens mais conhecidos estão os do Sítio do Picapau Amarelo: Emília, Pedrinho, Visconde de Sabugosa, a Cuca e o Saci Pererê, além de Jeca Tatu, da obra Urupês. Monteiro Lobato foi proprietário da Fazenda Buquira, fazenda que serviu como inspiração para o cenário de muitas de suas histórias, que até hoje é preservada como centro de visitação e é localizada no município que foi batizado com o seu nome.

 

 

Getúlio Vargas

 

 

Um dos principais presidentes da história do Brasil, Getúlio Vargas, antes de qualquer coisa, era advogado. Matriculou-se em 1904 na Faculdade Livre de Direito de Porto Alegre, atual UFRGS, e concluiu o bacharelado em Direito em 1907. Trabalhou inicialmente como promotor público no fórum de Porto Alegre, mas decidiu retornar a São Borja, sua cidade natal, para exercer a advocacia.

 

Entrou na vida política em 1909, quando se elegeu para o cargo de deputado estadual. Chegou à presidência da República em 1930, dando início à Era Vargas, que durou até 1945. Retornou ao posto em 1951, eleito democraticamente, e suicidou-se em 22 de agosto de 1954, antes de concluir o mandato. Getúlio foi mais um da lista de presidentes do Brasil com formação em Direito: dos 38 que ocuparam o cargo, 22 eram juristas.

 

 

Carlos Alberto de Nóbrega

 

 

O humorista e apresentador do programa A Praça É Nossa é advogado formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e chegou a trabalhar na área durante seis meses, mas seu interesse mesmo era pela carreira no Rádio e as produções humorísticas.

 

Carlos Alberto trabalhou ao lado de nomes como Ronald Golias e Jô Soares. Escreveu, produziu e atuou no programa Os Trapalhões, além de tantos outros programas de humor de sucesso da Televisão. Desde 1987 apresenta o A Praça é Nossa, no SBT.

 

 

Comentários

Neide

Legal saber que, independentemente da profissão que seguiram, essas pessoas fizeram Direito! Acho que todos deveriam fazer, mesmo quem diz que não gosta e quer seguir outra carreira totalmente diferente. Entender a Constituição, seus princípios e onde eles se aplicam, os institutos do direito civil, tão básicos e tão imprescindíveis para compreender o direito. A subsunção do caso concreto à norma constitucional deveria ser comum à todos os brasileiros, pois muitos falam que não gostam de ler, mas, geralmente, estes são os primeiros a criticar, a dar opiniões, quase sempre distorcidas, infundadas, principalmente nas redes sociais.

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