Criminalidade é tema de pesquisa na UNIFAMMA

abril 11, 2011 UnirConhecimento 52

A Pesquisa e a Extensão da UNIFAMMA, a cada ano, vêm contribuindo para o aprofundamento nos estudos de novos campos relacionados às áreas de graduação da Instituição, bem como a temas pertinentes à realidade social da cidade de Maringá e região. É com esse intento que o Grupo de Pesquisa, composto pelos professores Dr. José Adalberto Dantas, Me. Priscila K. Armelim e seus respectivos orientandos, dos cursos de Serviço Social e Direito, tem se dedicado ao estudo do tema “Crime e criminalidade em uma região de fronteira agrícola”. O objetivo desta pesquisa é investigar, no processo de transformação econômica, política e social do município de Maringá, as razões que levam à criminalidade e seu crescimento.
A motivação para o trabalho partiu da inquietação dos professores mediante a divulgação, por parte da imprensa nacional, de que Maringá tem índices de criminalidade comparados aos de países da Europa, com um número de homicídios inferior à média de outras cidades do Brasil. Neste sentido, busca-se, também, por meio de documentos e entrevistas, levantar dados quantitativos e qualitativos dos crimes ocorridos em Maringá, a fim de compreender a criminalidade não como fatos isolados, antes sim, levando-se em conta o contexto social, político e econômico da cidade e seu entorno.

Professores conversam com delegado:
Com a finalidade de buscar dados para a pesquisa “Crime e criminalidade em uma região de fronteira agrícola”, no dia 17 de março, os professores Dr. José Adalberto Dantas e Me. Priscila Armelin foram à 9ª Subdivisão da delegacia da Polícia Civil de Maringá e entrevistaram o Delegado Osnildo Carneiro Lemos, que conversou sobre os índices de homicídio e latrocínio em Maringá.
De acordo com Sr. Lemos, até a data da entrevista, haviam sido registrados doze homicídios, sendo que quatro estavam solucionados, desde janeiro deste ano. Quanto à motivação destes crimes, o delegado afirma que a quase totalidade deles é gerada pelo narcotráfico, seguidos por crimes passionais e problemas de alcoolismo. Observa, ainda, alguns problemas estruturais da cidade, o crescimento da mesma e a quantidade limitada de policiais como sendo fatores potencialmente favoráveis ao aumento do crime em Maringá.
Lemes chamou atenção para o aumento no número de mulheres envolvidas com o tráfico de drogas e afirmou que, até a data, haviam 42 presidiárias na cidade.
O delegado concluiu explicando que o aumento da comercialização e consumo do “crack” vem contribuindo para o crescimento dos crimes motivados pelo narcotráfico em função da rapidez com que essa droga causa dependência.

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